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(I Want To) Come Home

Tô avaliando as discrepância dessa vida. Me peguei aqui nesse mesmo parágrafo por diversas vezes. Analisei todos os centímetros de ressentimento e de carinho. Caminhei com as incertezas até minha mente clarear e se tornar nuvem, chuva e sol sob minha cabeça. Não há justificativa para o que aconteceu e de certo não haverá qualquer prevenção contra esses eventos ao longo da vida. Mas me fiz de novo. Nisso eu sou boa. E dessa vez projetei alguns caminho diferente.

Não medirei o tamanho do meu amargor e como meu coração despedaçou-se sem meu consentimento nessa ultima semana. Sinto como se já não pudesse falar sobre ele, sobre esse coração. Paul Mccarteney fez isso e expressou em música o que passa pelo meu corpo todo nesse exato momento

“For so long I was out in the cold, but I taught myself to believe every story I told.
It was fun hanging over the moon heading into the sun,but it’s been too long.
Now I wanna come home.Yeah, it’s been too long, now I want to come home”
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Não dá pra substituir. As vezes o melhor caminho é simplesmente deixar ir quem for. Se já não tem forçar ou coragem pra ficar. Não me contorce os cantos da boca a procura de alivio aos corações castigados pela falta de amor. Mal posso com minha própria angustia. Não farei esforço para retomar o que antes agradava. Se já não tens força pra ficar, então que vá, amiga. E que o mundo te faça mais feliz.

Dream a little dream of me

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Esses dia me carregam. Suas pesadas mãos seguram meu dorso e me quebram como se eu fosse feita de barro, uma lama qualquer de tempos antigos.
Passa por mim rapidamente e quando me dou conta já estou aqui, pega pelo dorso e contorcendo-me para não me deixar ir.
Eu vejo quanto o tempo vivido e a tristeza cobrindo essas paredes antes amigas. Eu posso ouvir as noites angustiantes e uma certa morbidez me abate como se fosse apenas mais um no rebanho. Banha-me de indecisão e me deixa aqui, entre essas paredes destruidoras de mim.
Eu me sento nesse mundo e espero a decisão ser tomada. Sonhado que seja o melhor pra mim. Refiz todos os meus planos e agora eles se refazem diante dos meus olhos.
Pouco sei como me portar e não faço idéia se consigo sobreviver a essa situação. Fico repetindo a meus ouvido e esperando que meu coração se convença das mentiras. Mas é em vão.
Em vão.

“Say nighty-night and kiss me. Just hold me tight and tell me you’ll miss me.
While I’m alone, blue as can be. Dream a little dream of me”

Citação: The Mamas and the Papas – Dream a little dream of me

…So I lose some sales

Não me vejo mais em nenhum canto daquela velha cidade. Não encontro minha sombra nos becos mal iluminados de lá. Meu coração pertence a outro, ao mundo. Já não posso me redimir de meu passado naquele sol. Minha pele corroi a própria desculpa naquela água.
E se decido que assim será é por pura e completa convenção de minha sanidade. Sou outra. Sou feita de outra areia agora e não existe mais espaço para mim naquele pedaço de terra quente.
Vou ficar, diga à eles que sinto muito, mas decido por mim agora.

E nesses anos longe de casa foram poucos os que me restaram. Diga-lhes que os aprecio, mas não posso voltar.

Citação: Homesick – Kings of Convenience
“A song for someone who needs somewhere to long for”

RAWЯ!

Eu fico pensando se tanto faz. Se todas as vezes que você me rogou paciência funcionaram e onde tudo isso me levou. Agora pareço está exatamente onde você me deixou da ultima vez: esperando.

Amigos são como laços, diziam, sufocam ou adornam, depende muito de quem os faz. Já não entendo essa relação que temos. Se somos amigos, se somos irmãos. Na verdade durante todo o tempo juntos fomos bem mais que isso. A definição é pouco, é pequena, é insuficiente, é o laço apertado da nossa relação.

Sonho com você quase todo dia. Segura a minha mão e me canta aquela música dizendo sempre que Elvis Costelo escreveu ela só pra mim. Eu acordo atônita pensando em como o tempo é cruel conosco, amigo. Me sinto injustiçada e com saudade. A saudade que não passa com conversa por skype, nem por telefonemas constante. Quero segurar tua mão, olhar nos teus olhos e acalmar essa atônica vontade de você.

De onde vem a calma?

“É o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil”

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Chove. Respinga essas gotas impiedosas em minha pele seca. Transborda dentro de mim. Se me fazes melhor, melhor então eu sou. Já não cabe a mim contar os espaços contínuos da tua falta. Eu quero esperar e ver onde podemos chegar com tudo isso. Preciso de certas inconsistências para seguir cantando.

Essa vida já foi melhor, naquele tempo em que não tínhamos nenhuma preocupação. Agora a aurora insiste em transmitir todas as suas lamurias em forma de raios. Ficamos tristes, você e eu. Nos tornamos não mais parte de um todo. Tornamos-nos o que somos agora: Insensivelmente ingratos conosco e com o tempo. Retornar nunca me foi uma opção, caminhei milhas e milhas pra chegar aqui. Percorri noites escuras e desbravei quase sozinha partes de mim até então desconhecidas. Só desisti daquela doçura.

Durante todo esse tempo de desencontros, com toda essa angustia no coração, eu me deixei. Deixei de me importar comigo mesma. Passivamente. Desisti de muitas coisas ao longo da vida. Agora eu me esforço pra não desistir de tudo.

Eu estive em todos os lugares. Nos cantos amigos, nos becos estranhos. Mas hoje eu estou presente somente nos lugares que abandonei.

Citação: De onde vem a calma – Los Hermanos

Minha doença da alma

Nunca aprendi a fazer isso. Já li diversos artigos, poemas, livros inteiro mas a resposta e o modo de operação me são completamente desconhecidos. Muita gente passou por aqui. Pessoas queridas, outras não. Agora meu coração anda empoeirado, só com um restinho de vocês. Eu guardo pouco. Tento ser sincera comigo e pra falar a verdade não foram tantas pessoas assim. Eu fui condicionada a me reter.

Agora eu tenho listas. Faço colocações e classifico cada oportunidade de interação. Vocês são poucos, mas sobra mais espaço dentro de mim para mim mesma. E disso eu tenho certeza: Eu tenho muito de mim. Talvez seja essa a justificativa para falta de manuseio com a desculpa.

Já não consigo te olhar nos olhos e dizer sem engasgar que não me fazes mal. Não é verdade. Lembro-me de absolutamente tudo e possuo nada dessa benevolência e altruísmo que tu diz ter. Sou dada a muitas lagrimas e pouca paciência. Me desmancho constantemente e tenho que me reconstruir sozinha. Sou feita de mim mesma. Em cada centímetro dessa mente confusa. Feita de raiva, de carinho, de lagrimas e, apesar do que dizem por ai, muito amor. Mas pra você não sobrou mais nada.

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