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Esse texto é sobre a dor.


Todas as linhas da minha vida foram ditadas por ela, essa insatisfeita. Não consigo pensar em um passo que dei sem ter que me apoiar nos seus calcanhares, sem caminhar com ela.

Andamos juntas desde que consegui vislumbrar a minha primeira consciência de existência humana.

Talvez, de alguma forma, fomos predestinadas a permanecer juntas pra sempre. Eu, mesmo não acreditando em destino, me deparo com essa possibilidade e me acalmo. Aceitar isso me livra da culpa, livra todos vocês.

Nenhuma das minhas faces gosta dela. Mas já nos acostumamos com esse pulsar incessante. Tivemos que descobrir como viver em sua companhia. E ela, bom, ela nunca se importou conosco. Eu não diria que nos a odiamos, não é bem assim. A realidade é que, na maior parte do tempo, ela é nossa única amiga. O se golpe agora é doce e soa até agradável.
Ela é a única que nos lembra humanidade. Só com ela que nos sentimos vivos.

Com esse badalar de relógio frenético em nossas nucas e essas gotas de vida que escorrem
A dor, ela sim é a nossa voz. É a nossa inspiração, é o nosso passado, o nosso futuro. É o que somos, o que sempre seremos. É a beleza da presença. É a companhia infinita.

Como não amar a única coisa que jamais nos abandonou?

Still Ill – The Smith

I decree today that life
Is simply taking and not givin

Sobre Nara Gabrielly

99,9% morta por dentro

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