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Típico de mim.


Nao vou negar que enfureci-me. Não nego meu temperamento momentâneo e as vontades que arrebatam-me. Assumo a mim mesma. Todas as cóleras que carrego e o grande abalo sísmico que sou. Todos os pontos tortos e as carnificinas que me compõem. Sou o que sou. Em todos os centímetros da insanidade pura em sua essência. E se me zango é porque tenho meus motivos.
Só vou quando sinto vontade. Então se por um acaso eu fiz alguns buracos no caminho, responsabilizo-me por eles. Fazem parte do meu caminhar.
Mas a cólera, como ela me persegue. Ah, a cólera. Como ela me domina. Digo que me sinto bem e coloco aquele sorriso murcho, desenvolvido após anos de pratica. Aquele sorriso sem paixão que visto em especial nos dias negros. Eu digo “Bem, tanto faz.” E por dentro a chama acende. O pavio, que não é quase nada, some. Explode dentro de mim uma ânsia sem controle. Me viro e vou. E se me viro e vou e porque juguei melhor assim. Então eu faço. Só quando é melhor pra mim. Por que eu, eu prezo o que me dá prazer, ou ao menos evito o que não me satisfaz.
Agora eu espero. Sento nesse canto escuro da casa e imagino diversas formas de assassinato brutal. Acalmo-me. Contento-me. Contenho minha chama. Alimento meus temores e peço. Peço a mim mesma a calma que nunca tive.

Sobre Nara Gabrielly

99,9% morta por dentro

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