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..And I ain’t losing any sleep


Enquanto eu estou aqui sentada nesse sofá escutando The Sunshine Underground o relógio tiquetaqueia as suas ultimas horas desse longo e cansativo ano. Não vou aqui fazer uma retrospectiva dos meus pontos tortos, das minhas amarguras e muito menos das minhas contestações.
Só não entendo esse conceito deturpado de tempo. Talvez pelo meu pé direito está todo afundado na contracultura. Simplesmente não entendo as oferendas, as listas e os olhares piscando pelas luzes. É como se absolutamente tudo fosse apagado só porque uma nomenclatura mudou. É só um numero, eu não o conheço, não confio nele, como posso eu comemora-lo?

Você sai, coloca uma roupa branca na esperança de algum deus no céu sucumba a sua pureza e perdoe seus pecados anuais. Tudo o que eu mais queria era passar e esperar que passasse logo. Esse ano, essas pessoas, essas coisas.
Lá fora eu ouço fogos, as crianças correm pela rua e eu sei da felicidade sentida. Roupas sujas, bolas, e talvez até um cachorro.

Esse post não é sobre o ano novo. O que eu realmente quero falar é sobre família. Estranho esse conceito que se tem sobre eles. Pessoas que te viram nascer, que enfrentaram encrencas com você, que te deduraram infinitas vezes e te fadigam até hoje, pessoas que você admira ou que simplesmente suporta. Eles existem, e por causa deles você existe também. Talvez seja isso que me mova a tantos lugares que não iria. Por eles. Sabe aquele ditado “família é igual varíola, você pega quando criança e fica marcado pra sempre”? É a mais pura verdade.
Tenho certeza absoluta que ninguém nessa casa sabe sequer um terço do que sinto. Tenta entrar em qualquer um desses quartos e perguntar o nome da minha banda favorita e se você tiver uma resposta, uma resposta se quer eu me calo para sempre. Estou me desviando do assunto. Não interessa se eles me conhecem tão bem ou não, o fato e que mesmo assim eu sei que fariam o possível pela minha felicidade. E por essa razão eu vou até o armário, vou colocar meu melhor sorriso e suportar algumas horas de puxação de saco coletiva, de fofocas desagradáveis, de brigas inevitáveis, de chateação, de conversa fiada… Algumas horas de FAMÍLIA.

Well it seems to me like you ain’t having much fun
Something wrong?
Something wrong?

I Ain’t Losing Any Sleep – The Sunshine Underground

Sobre Nara Gabrielly

99,9% morta por dentro

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