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Be Safe


Um desses dias escuros quando nada é agradável e tudo que acontece é uma desculpa pra raiva. Uma saída para emoções estocadas, um arsenal, uma armadura. Esses são os dias em que eu odeio o mundo, odeio os ricos, odeio os felizes, odeio os complacentes, os que assistem TV, bebedores de cerveja, os que se satisfazem. Porque eu sei que eu posso ser qualquer um desses desprezíveis e eu me odeio por chegar a essa conclusão. Não há nenhuma aproximação segura, direta ou preventiva para viver. Nós mesmos sabemos o nosso destino. Nós sabemos da nossa juventude, como nós seremos recebidos, como nós acabaremos. Essas coisas não mudam.

Você pode mudar suas roupas, seu corte de cabelo, seus amigos, cidades, continentes, mas mais cedo ou mais tarde seu ‘eu’ vai vir a tona. Sempre espera em asas. Ideias giram mas não ficam. Elas aparecem mas correm como chuva no para-brisa. Um desses dias chuvosos com carros, minha cabeça implode. Molhado, úmido, janelas pingando misturadas com frio. Paredes cinzas. Nada de bom no rádio. Nenhum pensamento na minha cabeça.

Tanto caminho percorrido, tão pouco senso tirado disso. Fico descontente com preocupações insignificantes; tickets de estacionamento, especiais do café-da-manhã. Alguém tem que carregar esse peso? Tipografia abstrata, inconveniência de metano, evangelho linear, vendedores

Imitação. Distante, cansada de desejos. Dentes limpos e brancos.

Be Safe – The Cribs

Sobre Nara Gabrielly

99,9% morta por dentro

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