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Então Charlie Brown, o que é o amor para você?


Nunca fui uma pessoa apaixonada.

Entenda a frase… Eu nunca fui uma pessoa de paixões e amores. Tive um amor avassalador em toda minha vida. E foi bom, mas não, eu não quis mais. Concordo com uma amiga quando ela diz que eu nasci mais para mim que para os outros. E assumo mesmo que esse negócio de se entregar não é mesmo comigo. Mas ultimamente sinto tanta falta das coisas que não quero…

E essa vontade de dormir toda noite pensado em alguém, de ligar só para ouvir uma voz, de sorrir por bobagem… Essa vontade não quer me deixar em paz. E a paz, essa paz que eu tinha e presava tanto começa a se fazer desnecessária.

Eu quero aquele jogo de quem desliga primeiro, mesmo achando uma das maiores besteiras do mundo. O problema não é nem essa vontade boba insistente. O problema é que eu me tenho de mais para me doar a alguém. E na verdade, nunca entendi essa coisa de amor. Parece algo de outro mundo. Como você pode querer alguém e querer que esse certo alguém também queria você em medidas e proporções igual? Não acredito mesmo em coisas certas, vai ter sempre algo sobrando ou faltando em qualquer um dos lados. Já ouvi muitas definições para o amor. Entre todas as coisas absurdas já escrita sobre amor a mais verdadeira veio, curiosamente, de um personagem que nem ao menos existe. Charlie Brown.

Em 1987 meu pai tinha um carro azul. Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morrriam de rir…. Acho que isso é amor.

Talvez seja pleonasmo falar de amor absurdo. Minha mãe me diz o tempo inteiro que amor não se define, se vive. Bom… Deve ter algo extremamente errado comigo por que não sinto absolutamente nada. Nada de borboletas nem ao menos um leve sopro na nuca.

E agora eu quero apertar a tranca e fazer caretas para alguém.

Sobre Nara Gabrielly

99,9% morta por dentro

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  1. Garota, Você tem problemas.

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  2. Vc tem mesmo problema.
    Mas não é facil mesmo se entregar assim a outra pessoas. principalmente quando se sofrel muito por alguem (deve ter sido o seu caso), mas vc tem q tentar…

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  3. Engraçado, acabei de postar um esculacho ao amor no meu blog.
    A impressão que tive lendo o seu é que, mesmo cansada dele, você ainda acredita no amor. Chegou a ser fofo! hahaha

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  4. É amiga, eu aposto um dedinho que tu já sofreu por amor. Me parece que te decepcionou no “amor avassalador” que tiveste.

    Resta te dizer que só o tempo resolve essas coisas, o tempo é o senhor da razão. E talvez uma pessoa certa ainda não tenha aparecido na tua vida.

    Estou vivenciando uma situação parecida, envolvido com uma pessoa que não quer mais amar, mas aos poucos (3 meses) ela vai amolecendo e se mostra uma pessoa que quer muito amar novamente, mas tem medo (leia-se MUITO MEDO).

    Medo de se frustrar novamente, de sofrer novamente, de ser enganada novamente.

    Eu já deveria ter desistido de tentar amá-la, mas por sorte dela, compreendo o que se passa por tras dos seus olhos e estou tendo toda a calma do mundo, dando amor sem esperar receber algo em troca e surpreendentemente tenho recebido sim, aos poucos. Talvez seja pouco, mas é tudo que ela pode me dar neste momento.

    A questão é: desacreditar na primavera por causa de um espinho?

    Sei que falar é facil, mas nascemos para nos envolvermos, amarmos e sofrermos. Seremos incompletos sem passarmos pelas lições acima várias vezes.

    “Saudades dos tempos de criança, pois os joelhos machucados saram bem mais rápido que os corações partidos”.

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  5. É isso ai Tom, mostra que merece ela.

    Com o tempo ela perde os medos e se entrega para você.

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  6. Talves você seja Gay, criança.

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