Nunca aprendi a fazer isso. Já li diversos artigos, poemas, livros inteiro mas a resposta e o modo de operação me são completamente desconhecidos. Muita gente passou por aqui. Pessoas queridas, outras não. Agora meu coração anda empoeirado, só com um restinho de vocês. Eu guardo pouco parte. Tento ser sincera comigo mesma e pra falar a verdade não foram tantas pessoas assim. Eu fui condicionada a me reter.
Agora eu tenho listas, faço colocações e classifico cada oportunidade de interação. Vocês são poucos, mas sobra mais espaço dentro de mim para mim mesma. E disso eu tenho certeza: Eu tenho muito de mim. Talvez seja essa a justificativa para falta de manuseio com a desculpa.
Já não consigo te olhar nos olhos e dizer sem engasgar que não me fazes mal. Não é verdade. Lembro-me de absolutamente tudo e possuo nada dessa benevolência e autismo que tu diz ter. Sou dada a muitas lagrimas e pouca paciência. Me desmancho constantemente e tenho que me reconstruir sozinha. Sou feita de mim mesma. Em cada centímetro dessa mente confusa. Feita de raiva, de carinho, de lagrimas e, apesar do que dizem por ai, muito amor. Mas pra vocês não sobrou mais nada.


Comentários em: "Minha doença da alma" (2)
Às vezes a gente se engana também.
Vai ver o que tu dizes aqui nesse cantinho serve apenas pra reafirmar tuas idéias pouco frágeis.
Coisas frágeis.
Eu sofro, choro, mas isso não me impede de sorrir pra vida, aqui dentro a tristeza e a felicidade são inimigas, mas andam lado a lado! Ontem eu caí, hoje eu levantei, e talvez amanhã eu sorrirei, mas o q importa td isso? Se só o tempo é capaz de curar a tristeza e trazer consigo a felicidade! Hoje chegou o meu tempo, o tempo de sorrir!