Esse texto é sobre você. E sobre o seu jeito atrapalhado e como você consegue se desequilibrar estando com os dois pés parados. É sobre aquela força incontrolável que te leva a cantarolar os trechos mais irritantes das musicas. É sobre o seu olhar quando parece me decifrar dos pés a cabeça. Esse texto é para você, amor. Para, qualquer um desses dias, quando eu parecer distante ou irritada você puder lembrar que não faço por mal, sou assim por natureza.
Dissemos tanta coisa e mesmo sabemos que a maioria delas foi dita de coração ainda sentimos medo. Eu quero bem que você saiba dos caminhos, que encontre as fechaduras certas e quando sair deixe a porta aberta. Eu quero que você decore o caminho e venha sempre.
É nesse seu jeito a toa, na sua risada escandalosa, nessa distração.. É nesses lugares só seu que eu esconde meu amor. Nesses cantos onde só você pode achar. Funciona muito bem como o poeta disse: “Para ser feliz com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela”. Tô me abstendo, não preciso de você. Acontece que todos os segundos dessa minha vida atônita são melhores segurando sua mão. Aceitemos esse fato: Temos um ao outro. Para o bem ou não.
“If you conjure up a fear
Make it loud so I can hear the tambourine
I just want to let you know
I could be your suicide policeman”
Citação: Yuck – Suicide policeman


